sexta-feira, 26 de junho de 2015

Na primeira semana de férias da escola da Vi, ela já começou participando de um Summer Camp sobre Gardening/Eco. Nesta semana, a segunda das férias, ela está fazendo Circus e RadKids. Este último ela ganhou de presente e e sobre defesa pessoal. 

Hoje foi o último dia dos dois Summer Camps e teve apresentação de circo de manhã e Simulação de defesa pessoal.

Não foi possível filmar a simulação, mas tiramos uma foto com o "bad  guy"

Fotos (later)

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Uma aluna da Waldorf em uma escola pública dos EUA

Outro dia eu estava pensando em toda essa mudança que aconteceu em nossas vidas, especialmente na de Vivi. 
Ela nunca havia mudado de escola antes, sempre estudou na mesma Waldorf e mudou pouquissimas vezes de professora.
Mas em pouco tempo muitas mudanças aconteceram e ela já teve que se despedir de duas professoras muito queridas. A professora da Waldorf, quando saímos do Brasil e agora foi a vez de se despedir da professora de classe americana (já que Vivi vai entrar no 3th grade) e da professora de inglês. Muitas lágrimas rolaram nestas três despedidas.

Mas o que queria ressaltar é a experiência de uma menina com educação básica de waldorf dentro de uma escola tradicional americana.
Duas coisas interessantes se destacam e foram percebidas na escola: 

1 - o amor e o respeito pelos professores. Quando Vivian se despediu da professora de inglês ela fez questão de ser a última da fila de despedida para poder dar um abraço bem apertado nela. A professora sempre se despede de seus alunos com um "hi five" apenas. Esse carinho especial e essa forma de expressar é de fato, algo adquirido durante sua vivência na waldorf.

2 - A arte. As duas professoras de Vivian ficam encantadas com sua arte, principalmente seus desenhos. Quando Vivi faz um desenho em classe, os alunos comentam e juntam na mesa dela para apreciar. 
Toda sexta-feira tem teste de spelling. É um teste oral, em que a professora dita uma palavra e os alunos têm que escrever corretamente. Vivian costuma fazer um desenho ao lado representando cada palavra. Até quando a palavra é um sentimento a Vivi desenha uma carinha com a expressão. Acredito que, além de ser quase uma mania para Vivian, desenhar em qualquer papel, isso também a ajuda a aprender ou memorizar vocabulário. E isso é com certeza, um traço da educação waldorf, que eu acho bem interessante.
Um trecho do email que sua professora me enviou mostra sua apreciação "And wow her artwork.... just wow!"
 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Retornar para o país de origem ou não

Eu ando curiosa para saber se as pessoas de outros países, que vivem aqui na vila, querem voltar para casa ou prefeririam viver aqui, caso tivessem alguma oportunidade.
Tenho conversado com algumas mulheres e tenho aprendido muita coisa.

Uma vizinha Coreana, que está vivendo aqui na vila pela segunda vez (já morou por 4 ou 5 anos e agora voltou para morar por mais 1 ano - o ano sabático que a Coreia permite a cada 5 anos) diz que não gostaria de voltar para casa agora, ela gostaria de viver aqui mais alguns anos. O motivo é que ela tem 2 filhos, um com idade no ensino fundamental e outro no ensino médio e a educação na Coreia é extremamente rigorosa. Eles são muito competitivos. As crianças têm que estudar o dia inteiro, de manhã na escola regular e a tarde (até a noite) em um programa after school para aprender ainda mais. Ela não quer toda essa pressão para seus filhos.

Minha vizinha Chilena está louca para voltar para o Chile porque lá tudo é bom, não tem nada que a faça pensar em querer outro lugar. Os chilenos sentem orgulho de seu país.

Minha vizinha de Israel, mora em Jerusalém, aproximadamente 1 hora de distância da faixa de Gaza. Veio em casa tomar um café hoje. Conversando, cuidadosamente perguntei como está a situação por lá. A resposta que eu já esperava: it's complicated! Ela disse que no verão passado foi bem difícil, a guerra que durou pouco mais de um mês, deixou centenas de mortos. Bombas vinham do outro lado de Gaza e destruíam tudo. As bombas não atingiram a região onde ela mora, mas ela não se sente completamente segura, claro. Ela tem medo, porém, de certa forma, vive bem. Mas agora, ela está bem  assustada porque, não bastassem as armas e bombas, estão usando um novo método - just to kill judish, foi a expressão que ela usou - estão usando faca! Então ela conta que você pode estar caminhando pelas ruas e ser esfaqueados, simples assim. Morre em média um por dia.